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máquina abstracta

Título do livro: Kafka. Para uma literatura menor
Collection: Livros de dueto
Idioma do livro: Português
Páginas: 86-89, 92-93, 124, 145-148
Citações: "Até agora opúnhamos a máquina abstracta aos agenciamentos maquínicos concretos [...] Transcendente e reificada, entregue às exegeses simbólicas ou alegóricas, ela opunha- -se aos agenciamentos reais que já só valiam por eles mesmos e se traçavam num campo de imanência ilimitado - campo de justiça contra a construção da lei. [...] Num outro sentido de «abstracto» (não figurativo, não significante, não segmentário), é a máquina abstracta que passa para o lado do campo de imanência ilimitado e confunde-se agora com ele no processo ou no movimento do desejo: então, os agenciamentos concretos já não são o que atribui uma existência real à máquina abstracta, destituindo-a da sua dissimulação transcendente; é o contrário, é a máquina abstracta que mede em teor o modo de existência e de realidade dos agenciamentos através da capacidade que eles comprovam ao anular os seus próprios segmentos, ao impelir as suas pontas de desterritorialização, ao correr sobre a linha de fuga, ao encher o campo de imanência." pp. 145-146
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