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colectivo, colectiva

Título do livro: Kafka. Para uma literatura menor
Collection: Livros de dueto
Idioma do livro: Português
Páginas: 40-41, 48, 84, 98, 101, 103, 106, 113, 123, 137-139, 141-145
Notas: A edição consultada foi a de português de Portugal, por isso a palavra leva 'c'.
Citações: "[...] o enunciado é sempre colectivo, mesmo quando parece emitido por uma singularidade solitária como a do artista? É que o enunciado nunca aponta para um sujeito. [...] quando um enunciado é produzido por um Celibatário ou uma singularidade artista, só o é em função de uma comunidade nacional, política e social, mesmo que as condições objectivas dessa comunidade ainda não estejam concedidas no momento fora da enunciação literária. Daí as duas teses principais de Kafka: a literatura como relógio que adianta, e como questão do povo. A enunciação literária mais individual é um caso particular de enunciação colectiva. Até é uma definição: um enunciado é literário quando é «assumido» por um Celibatário que antecipa as condições colectivas de enunciação. [...] Tal como o Celibatário, a colectividade não é um sujeito, nem de enunciação, nem de enunciado. No entanto, o celibatário actual e a comunidade virtual - ambos reais - são peças de um agenciamento colectivo." pp. 140-141
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